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sexta-feira, 29 de março de 2013

Oração: Bem amada Kuan Yin



Invoco tua soberana luz, Divina jóia do lótus sagrado. Habitai meu coração, Divina deusa do amor. Resplandece tua divina luz em meu caminho, Ilumina meus passos, Bem amada mãe de misericórdia. Sagrada mensageira da compaixão divina, Despertai tua divina luz em meu coração. Transforma meu mundo com tua divina benção, Compadece-te de mim divina mãe, Divina jóia do lótus. Fazei de mim instrumento de tua compaixão, Que vossa divina misericórdia, Resplandeça em meu coração hoje e sempre. Divina mãe kwan yin, Eu reverencio tua divina compaixão, Que flui em meu coração na forma Da divina e eterna canção: OM MANI PADME HUM * (Clarindo Melchizedek) 

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terça-feira, 26 de março de 2013

Altar para Deusa Bastet

Deusa Bastet protetora dos lares e da família.


Faça um altar dentro de casa e coloque uma imagem da deusa Bastet e em volta coloque fotos de seus gatos e de sua família (também de seus outros bichinhos de estimação), podendo sempre que quiser acender uma vela de cor verde ou branca. Peça sempre a proteção e o amor maternal de Bastet, porque ela pode se transformar em ferocidade quando algum de seus filhos é atacado.


ORAÇÃO DE UMA DEUSA AOS DEUSES EGÍPCIOS
"Em nome de Rá, Ísis, Osíris, 
Hórus, Ptah, Thot, Tum, 
Nut, Anubis, Hathor, 
Eu sou Bastet, a deusa dos mistérios da natureza".

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Os 7 Deuses da sorte

No xintoísmo (mitologia e folclore japonês), Shichi Fukujin são sete deuses de boa sorte da fortuna e felicidade. Costumam ser representados em conjunto, na forma de estátuas, miniaturas ou gravuras, às vezes a bordo do takarabune (barco dos tesouros).

Os japoneses consideram o 7 um algarismo repleto de mistérios, da mesma forma que no Ocidente, onde temos os sete pecados capitais e as sete maravilhas do mundo. No budismo japonês, há a crença de que a alma precisa reencarnar sete vezes até alcançar a iluminação, e que sete semanas de lamentação devem ser seguidas depois de um falecimento. Há também o costume de comer no dia 7 de janeiro o mingau de arroz temperado com nanakusa, as sete ervas da primavera. Arranjos com as sete flores do outono homenageiam a entrada dessa estação. No idioma japonês arcaico, o ideograma que representava a felicidade era formado por três números 7.

Os 7 Deuses


Benzaiten

Seria uma das duas mulheres do grupo, posto que quase nunca colocam Kuan Yin, que é a deusa da cura e da compaixão. Benzaitein representa a arte e a delicadeza, sendo sempre representada com um instrumento musical nas mãos. 

Bishamon

Por ser um dos quatro guardiões do budismo, usa trajes de guerra e segura uma lança em sua mão, às vezes com uma roda do fogo. A esse deus japonês muitas funções são atribuídas, mas na maior parte apresenta-se como um deus da guerra, distribuidor da riqueza. O tesouro nesse caso são os ensinamentos de Buda. Ele é o promotor dos missionários das palavras de Buda e nesse sentido tem atribuição de guerreiro.Ter a figura desse deus em casa, afugenta ladrões e preserva os bens das família.

Daikoku

O deus da prosperidade e da fartura. É o mais alegre dos deuses. Sendo representado como um homem gordo que traz prosperidade,riqueza, fartura e da produção; sendo patrono dos fazendeiros. É muito popular entre os agricultores japoneses, pois protege as colheitas. Aparece em pé, sobre sacos de arroz, sorrindo, e traz na mão um martelo de madeira (a cada batida faz surgir moedas de ouro). Simbolicamente a martelada representa trabalho. A imagem de Daikoku tanto em forma de estatueta ou pintura, garante progresso profissional e enriquecimento ligado ao trabalho. É representado pelo rato.

Ebisu

É o deus da sinceridade. Representa honestidade e trabalho. Ele é o protetor dos pescadores, navegantes e comerciantes. Geralmente é representado na figura do pescador, pois sempre está com a cumbuca e uma vara de pescar. Dizem que Ebisu não dá o peixe, mas ensina pescar. Ter sua figura em casa ou no estabelecimento comercial garante sucesso nos negócios.

Fukurokuju

É o deus da felicidade, da longevidade e da boa sorte. Seu nome é composto pelos ideogramas fuku (felicidade, sorte), roku (riqueza) e ju (vida longa). Diz a lenda que esse deus foi um sábio chinês. É mostrado com uma testa muito elevada. Na maior parte é acompanhado com um veado, um símbolo de longevidade, às vezes por uma tartaruga. Quem ganhar uma estatueta ou pintura de Fukurokuju tende a ficar popular e garante longevidade. Passar a mão na careca dele, melhora sua inteligência.

Hotei

É o senhor da magnanimidade, da generosidade humana. Vive rindo, sempre de bom humor, e por isso mesmo, traz saúde e felicidade, pois está sempre satisfeito com o que tem. Dizem que Hotei tem recurso interior para todos que queiram atingir a serenidade completa e sabedoria búdica. Geralmente é representado com uma enorme barriga e roupa caindo pelos ombros. Seu abdômen avantajado não simboliza a gula, pelo contrário, é símbolo da satisfação. Hotei, conhecido como o "Buda gordo", é na verdade a representação de um monge chinês frequentemente encontrado em templos, restaurantes e amuletos. No folclore da China, ele acabou sendo associado a Maitreya. Para os japoneses, o "hara" (ventre) representa o coração e personalidade, portanto seu vasto "hara", representa grandiosidade de espírito.

No Ocidente ele é muitas vezes erroneamente visto como uma representação do Buda Siddhartha Gautama. Segundo a crença popular, apreciar uma pintura ou ter uma estatueta de Hotei espanta as preocupações.

Jurojin

O deus da longevidade e da sabedoria. Ele é representado com uma longa barba branca, trazendo na mão um cetro sagrado ou um bastão onde esta pendurado um pergaminho contendo as escritas da sabedoria mundial. É também considerado um deus da ecologia, porque geralmente é retratado junto de uma garça tipo grou (tsuru), uma tartaruga ou um veado. Esses animais são na verdade símbolos de longa vida. Às vezes Jurojin é representado com um pote de saquê e só permite que a morte se aproxime quando a pessoa esta preparada para evoluir espiritualmente. Apreciar uma pintura de Jurojin diariamente traz sabedoria e longa vida.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Budas


Uma seleção com as peças de budas mais procuradas.
Buda é uma palavra em sânscrito que significa "iluminado"
O Budismo é uma filosofia de vida baseada na prática 
e na sabedoria dos ensinamentos do Buda.
É muito difícil chegar à iluminação, mas é possível encontrar o próprio "Buda Interior" 
e alcançar uma vida em harmonia.

Ganesh - É o Deus mais reverenciado nos rituais Hindus. Ele remove todos os obstáculos e protege todos os seres. Suas orelhas e a cabeça de elefante simbolizam: dois passos para a sabedoria "escutar o ensinamento e refletir sobre ele". Sua presas: representam o mundo material e espiritual.
Sua enorme barriga: Capacidade de "engolir" obstáculos e aprender com eles.
Seus braços simbolizam os quatro atributos do corpo (mente, corpo, intelecto e consciência).

Siddhartha Gautama - Conhecido também como o buda sorridente que é sua imagem mais popular. Sua enorme barriga representa a sua grandiosidade de espírito e ele vive rindo porque sempre está satisfeito com o que tem. Por tudo isso é que o Buda sorridente simboliza a felicidade, prosperidade e a serenidade interior.

Buda tibetano - Espiritualidade, equilíbrio, vida longa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Deusas da Mitologia Grega

AFRODITE


Na mitologia grega é conhecida como a deusa da beleza e da paixão sexual. As lendas que a envolvem mostram frequentemente ajudando os amantes a superar todos os obstáculos. Na mitologia romana, Afrodite eta chamada de Vênus.

HERA


Na mitologia grega é a protetora do casamento, das mulheres e dos nascimentos(dos filhos). Esposa e irmã de Zeus (Deus dos Deuses), ela possuía uma personalidade forte. Era agressiva, orgulhosa e ciumenta.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Garuda - emblema nacional da Tailândia e Indonésia



Garuda é uma figura mitológica presente nos mitos do hinduísmo, originariamente uma águia. Pássaro solar brilhante como o fogo, é conhecido como montaria do deus Vishnu. 

Garuda é Nagari, inimigo das serpentes ou Nagantaka, destruidor de serpentes.

Garuda é o emblema dos soberanos de raça solar e Naga o dos soberanos de raça lunar. Garuda é também a palavra alada, o triplo Veda, um símbolo do verbo, ou seja, o mesmo que a águia representa na iconografia cristã.

Garuda possuía cabeça humana com bico e três olhos, asas, braços e pernas, e era inimiga das serpentes Nagas.


A Lenda de Garuda

Um dia a mãe de Garuda e a mãe dos Nagas fizeram uma aposta de qual seria a cor do cavalo divino que estava saindo da batedura do oceano e quem perdesse se tornaria prisioneira da outra, a mãe dos Nagas ganhou a aposta. Querendo a liberdade de sua mãe, Garuda foi até os Nagas e perguntou o que ele poderia fazer para libertá-la, os Nagas disseram que ele teria que roubar e entregar para eles a água da imortalidade dos deuses. Garuda voou até à montanha na qual a água estava guardada, mas para consegui-la ele teve que enfrentar um exército de deuses e dois dragões que guardavam a água. Feito isso, Garuda entregou a água da imortalidade para os Nagas e estes libertaram sua mãe, mas, antes que os Nagas pudessem beber da água, os deuses vieram e a tiraram deles.




sábado, 15 de setembro de 2012

Hanuman - O Deus macaco

No simbolismo hindu, um macaco significa a mente humana, que é sempre inquieta 
Este macaco-mente passa a ser a única coisa sobre a qual o homem tem o controle absoluto. Não podemos controlar o mundo em torno de nós, mas nós podemos controlar e domesticar a nossa mente por disciplina ardente. Não podemos escolher a nossa vida, mas podemos escolher a maneira como reagimos a ela. Em outras palavras, nós temos o poder de mudar a nossa forma de perceber a vida. E alterando nossas percepções da vida, nós temos o poder de mudar o nosso mundo. 


Quando Hanuman entra na vida de Rama, ele muda de mundo de Rama. Ele transforma uma crise (a perda de Sita) em uma oportunidade (livrar o mundo de Ravana). Ele transforma a vítima em herói. 
Assim, Hanuman não é um macaco comum. 
Enquanto embarcar em busca de Sita, os macacos foram confrontados com o vasto oceano que fica entre eles e Lanka. Eles se perguntou como fariam seu caminho através de um obstáculo tão poderoso. Alguém sugeriu então, que Hanuman saltasse e atravessasse o mar. Mas Hanuman era duvidoso, "Eu não posso fazer isso", disse ele. Naquele momento, um dos  companheiros de Hanuman lembrou os incríveis poderes adormecidos dentro dele. Hanuman instantaneamente recuperou a memória de sua força divina e ele saltou com sucesso através do oceano. 
Assim, nossa mente também precisa ser lembrada de seu potencial divino e do fato de que pode alcançar alturas fenomenais, desde que acredite na sua capacidade de realizar a tarefa em questão. 
Verdadeiramente Hanuman é um símbolo da mente perfeita, que encarna o maior potencial que pode alcançar.
De acordo com os textos Védicos ele foi um personagem de muita influência no épico milenar Ramayana, onde lutou com os exércitos de demônios que assolavam a ilha de Sri Lanka, hoje conhecida como Ceilão. 
Hanuman – o rei dos macacos – resgatou a princesa Sita das garras do poderoso rei-demônio Ravana, que queria conquistar todo o céu. Hanuman ficou conhecido por sua inigualável força, sua coragem sem limites, sua lealdade e eterna devoção ao rei Ramachandra – a reencarnação de Vishnu (o sustentador do universo) que atuou como um rei perfeito. 


As Vezes ele pode ser visto abrindo o próprio peito para mostrar que Sita e Rama realmente residem em seu coração. 


Ele pode ser visto também carregando uma enorme montanha na qual existiam as ervas necessárias para salvar Lakshmana, o irmão do rei Rama, que tinha sido ferido em combate. As lendas dizem que Hanuman possuía vários poderes místicos tais como tornar-se gigantesco ou minúsculo e voar como o vento. Ele é o filho de Vayu – o deus do vento, o ar da respiração e um dos deuses principais dos planetas superiores.

Hanuman é o deus da casta dos Kshatryas (guerreiros e admiradores). Representa muita força e coragem nas batalhas da vida.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Tailândia e a sua religião




Os monumentos encantadores. A natureza gentil das pessoas. A cultura e a estética. Quase tudo que é genuinamente tailandês tem origem na fé deste povo.


Embora nunca tenha sido colonizada, a Tailândia adotou plenamente uma religião nascida na Índia. Muitos homens se tornam monges, pelo menos, por um curto período da vida. E talvez em nenhum outro lugar Sidharta Gauthama, o Buda, receba tantas homenagens.

Somente ao redor de Bangcoc existem 399 templos. O mais antigo deles, o Wat Pho, tem mais de mil estátuas.




O Buda reclinado é um monumento impressionante, todo folheado a ouro. Ao lado da estátua do Buda, é inevitável se sentir realmente pequeno. Da ponta dos pés até o topo da cabeça, são 43 metros. Ele é maior do que a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro e quase do tamanho da Estátua da Liberdade em Nova York.

Mas não é só o tamanho que impressiona. Nas solas dos pés, em madrepérola, estão esculpidos os 108 símbolos auspiciosos de Buda.


Buscando essa inspiração, os visitantes enfrentam uma longa fila para colocar moedinhas nos 108 potes de metal do templo.

São exatamente 108 moedas. E a gente deve colocar uma em cada pote. 108 é um número da sorte, um número considerado abençoado na Tailândia. O objetivo é garantir uma vida longa, 108 anos. Se dá certo, difícil dizer. Mas não custa tentar. É um ritual que acabou agregando um som típico a este santuário de paz e silêncio.

A reverência ao Buda, deve ser repetida três vezes. A primeira ajuda a nos proteger. A segunda tem o poder de trazer a purificação espiritual. E a terceira é para a comunidade budista.

Saiba ainda que, cada detalhe das estátuas tem um significado. A mão esquerda levantada, por exemplo, traz boa saúde. Mulheres que estão há 5 ou 10 anos casadas, sem filhos, vão buscar uma bênção para engravidar e milagres acontecem, acredite ou não.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Shiva - Deus da misericórdia e do amor


Há muitíssimo tempo, havia três grandes deuses, filhos do Grande Deus Desconhecido, assim chamado porque - segundo narram os sábios - nenhum homem podia Dele se aproximar, a menos que tivesse o coração puro e limpo e merecesse, por suas virtudes, a graça de Sua visão.

Estas três divindades eram, como seu próprio pai, imaculado. Brahma, o primogênito, teve por tarefa a criação de todo o universo; o segundo, Vishnu, dedicou-se á conservação e cuidado da obra de seu irmão; enquanto que o mais difícil de todos os trabalhos, coube a Shiva.

- Eu modelo os mundos disse Brahma - para que todas as almas manifestadas tenham a oportunidade de cumprir seu ciclo e retornar à Consciência de nosso Pai Celeste. E por esta razão que crio estrelas e gotas de orvalho, e algum dia, todos seremos novamente UNO. Tempo e Espaço poderão então descansar, pois ninguém necessitará deles.

- Eu cuido da tua obra - falou Vishnu -, e velarei por ela dia após dia, minuto após minuto, para que se mantenha tal qual tu a criaste. Não terei sossego enquanto existir uma só criatura que deva transitar pela "casa das formas" em busca da essência de nosso Divino Pai.

- E tu Shiva? - interrogaram ao terceiro.

- Meu papel é muito difícil, queridos irmãos. Os homens que me contemplam, mas que permanecem aferrados á matéria, verão em mim seu destruidor, porque certamente serei eu quem levará suas almas de regresso ao reino de nosso Senhor. Os sábios, em troca, amar-me-ão buscando-me; e eu, prazeroso, procurá-los-ei para orientá-los no caminho de retorno àquele mundo do qual jamais voltarão; mundo esse que só podem habitar os homens que alcançaram o supremo estado de perfeição espiritual.

- Sim - disse Vishnu - teu trabalho é árduo, e poucos poderão entendê-lo. Deverás ensinar aos homens que todo este universo criado por Brahma, e custodiado por mim, é pálido reflexo do outro, o real, que mora no coração de nosso Pai. Deverás fazer com que entendam que, ficar apegado a estas formas plasmadas por nós, é pueril. O sábio vê o intimo das coisas, e se une á Essência Suprema da qual tudo isto provém.

Assim foi sempre, e o é ainda agora. Enquanto Brahma cria o cosmos, Vishnu o protege, e Shiva ensina ao coração de todas as coisas, o meio pelo qual atingir a divina meta. Shiva, deus da Misericórdia e do Amor, com infinita ternura, alerta os homens para não se extraviarem na busca daquela Essência Suprema.

Os sábios contam que numa ocasião, quando Shiva estava absorto em profundas meditações, pareceu-lhe por um instante que todos haviam abandonado suas formas materiais; não existiam já nem pássaros, nem estrelas, nem homens, pois tinham-se convertido nesse Grande Desconhecido. Ao ver a criação reintegrada a seu primeiro lar, sentiu-se tão feliz que, no meio do vazio infinito, começou a dançar. Essa maravilhosa dança de Shiva é evocada ainda hoje, em toda a Índia; assim, uma vez por ano os monges a representam, querendo significar com isto que chegará o dia em que o universo inteiro tornar-se-á uma Única Realidade.

Shiva nada pede a seus devotos; uma vareta de incenso, uma flor ou uma simples oração é suficiente para louvá-lo. Todavia, para ele também são louvores as lágrimas de todos os que sofrem as misérias da vida terrestre.

Existe uma árvore que particularmente aprecia, e sob sua generosa sombra costuma abstrair-se em longas meditações. Na Índia chamam-na bael, e os devotos do Misericordioso depositam aos pés de suas estátuas, flores, folhas e pequenas lascas dessa madeira.

Diz a tradição que um dia, quando Shiva orava ao Deus Supremo, foi atacado por uma quadrilha de ladrões que, o desconhecendo e acreditando que fosse um rei, não por suas roupas, mas por seu porte, golpearam-no com bastões de bael para roubar-lhe o dinheiro que, imaginavam, possuía. Shiva não interpretou este ato como uma agressão; ao contrário, pensou que se tratava de devotos que lhe ofertavam pedaços daquela madeira, de um modo muito particular; entretanto, o único que pareciam conhecer. Nem por um instante cogitou em castigá-los, e sim agradeceu-lhes a dádiva de seu amado lenho. Os ladrões fugiram espavoridos, pois não compreendiam como alguém podia sorrir e agradecer cada golpe que recebia.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Ganesha - Deus do conhecimento, proteção e sabedoria



Muitas pessoas se perguntam porque Ganesha um Deus tão cultuado tem a cabeça de elefante em seu corpo humano. Hoje falaremos um pouco sobre este Deus que é um dos mais populares na Índia.

Ganesha pertence à família de deuses mais popular do Hinduísmo. Ele é o filho mais velho de Parvati e Shiva. Parvati é filha dos deuses Himalayas, aquela cadeia de montanhas nevadas, que cobre o norte da Índia. Ela é uma deusa muito graciosa e linda, mãe bondosa e esposa devota. Shiva - bem, até mesmo seus amigos mais íntimos admitem, que ele não é um pai ou marido ideal. Shiva ama sua família de todo coração, mas a sua maneira. O que acontece é que ele não agüenta ficar em casa o tempo todo. Tem alma de aventureiro, gosta de viajar, mas a sua paixão é a meditação e o Yoga. Tanto, que quando absorto meditando, nem um terremoto o perturba. Shiva e Parvati casados, viviam muito felizes num bangalô no Monte Kailasa nos Himalayas, longe da civilização. Depois de algum tempo, Parvati percebeu que seu marido estava inquieto, ele abria a janela e olhava suspirando os altos picos das montanhas, e ela via nos seus olhos a sombra de um sonho. Ela o amava profundamente, e compreendeu o desejo que o consumia.

Um dia ela disse a Shiva:

- Por que você não viaja por uns tempos? Eu sei que você levava uma vida diferente, antes de nos casarmos. Você meditava, dançava, deve estar sentindo falta de tudo isso agora.
Shiva sabia que ela estava certa. Ele desejava mesmo se absorver de novo, pela prática da meditação, e tinha saudades das grutas favoritas das montanhas, onde se sentava para meditar. E depois foi o poder do Yoga, que o transformou num deus tão poderoso. Mas ele ainda hesitou.

- Mas você não vai se sentir sozinha, se eu for?

Parvati lhe assegurou que ficaria bem. Até porque, queria reformar o bangalô, transformar num lugar confortável e bonito onde uma família pudesse morar, um lar de verdade.
Feliz, Shiva colocou sua pele de tigre na cintura, enrolou suas cobras favoritas no pescoço e braços, chamou Nandi, sua vaca, e dando um aceno de despedida partiu montado nela.

- Não me demorarei. - ele disse a Parvati

Só que Shiva é o mais esquecido dos deuses. Quando medita é impossível despertá-lo. Acima do sagrado rio Ganges, Shiva se sentou e começou a meditar. Passaram-se muitos anos, que equivaliam a milhares de anos terrestres, uma vez que o tempo é diferente para os homens e deuses.

Quando finalmente, Shiva levantou da posição de lótus, lembrou-se da esposa que o esperava pacientemente, no Monte Kailasa, e correu de volta para casa.Neste tempo que Shiva esteve ausente, Parvati fez um lindo jardim em volta do bangalô, costurara cortinas para as janelas e almofadas para o chão, pintara as paredes e as portas. E nem ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia que tinha deixado sua esposa grávida. Parvati teve um lindo menino, que a manteve bastante ocupada, lhe deu o nome de Ganesha. 
Numa manhã de primavera, Parvati estava tomando banho, enquanto seu filho se mantinha perto do portão do jardim. Um homem alto, com longos cabelos presos, um monte de cobras e uma pele de tigre enrolada no corpo se aproximava do portão, e atrás dele uma vaca. Shiva tinha voltado para casa sem se preocupar com sua aparência selvagem.

- Deixe-me entrar menino!

- Não, - respondeu Ganesha, franzindo as sobrancelhas para o vagabundo que queria entrar.

- Você não pode entrar! Ganesha se posicionou na porta de espada em punho.

Naquele momento, Shiva estava furioso, seu terceiro olho, do poder, apareceu no meio da sua testa, brilhando como fogo. Em segundos o corpo do menino estava no chão sem cabeça. Ouvindo vozes Parvati se apressou, horrorizada viu seu filho sem cabeça e o marido que há tanto tempo não via. Chorou amargamente. Exclamou:

- O que você fez?! Este é Ganesha seu filho!

Shiva desculpou-se a Parvati, porém não podia voltar atrás, o que esta feito, esta feito. Mas prometeu a sua esposa que o primeiro ser que visse “dormindo errado” (considerava que aquele que dormia com a cabeça voltada para o sul, estava errado, pois o certo seria dormir com a cabeça voltada para o norte) ele cortaria a cabeça e a colocaria em seu filho.
Então Shiva percorreu milhas e milhas, e encontrou um filhote de elefante dormindo “errado”. Shiva cortou-lhe a cabeça e ao retornar encaixou-a entre os ombros de Ganesha. Inconformada Parvati foi pedir ajuda a outros deuses.

Brahma e Vishnu que são autoridades no Hinduísmo tanto quanto Shiva, ao ver o pobre e esquisito menino com cabeça de elefante, disseram a Parvati que nada poderiam fazer quanto a cabeça de Ganesha, pois não poderiam passar por cima de uma decisão de Shiva, mas poderiam dar à Ganesha poderes, para que ele se transformasse num deus muito querido por todos ou hindus. Ganesha seria sempre reverenciado antes de todas as cerimônias religiosas, seria também aquele que destrói os obstáculos, aquele que trás fortuna... Parvati sentiu-se aliviada, agradeceu aos deuses, e se foi.


E assim se fez. Hoje na Índia Ganesha é o deus mais adorado, sua imagem é encontrada no painel de todos transportes, na entrada das lojas comerciais, e é realmente lembrado com carinho e devoção em todas as cerimônias religiosas, dando proteção e apoio àqueles que são seus devotos. Ele é o Deus do conhecimento, sabedoria e removedor de obstáculos. Ele é venerado ou pelo menos lembrado no inicio de qualquer missão ou novo projeto para bênçãos e patrocínio. Ele tem quatro mãos, a cabeça de um elefante e uma barriga bem grande. Seu veiculo é um pequeno rato. Em uma de suas mãos ele carrega uma corda (para carregar os devotos da verdade), uma machadinha em outra (para libertar seus devotos de apegos e vícios), tem um doce em uma das mãos (para gratificar os seus devotos por suas atividades espirituais), suas quatro mãos estão sempre estendidas para abençoar as pessoas. A combinação de sua cabeça de elefante e um veiculo de pequeno e ligeiro ratinho representa tremenda sabedoria, inteligência, presença de espírito e agilidade mental.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Deusa da compaixão - Kwan Yin


Também conhecida com Shi Yin, Guanyin, Quan' Am no Vietnã, Kannon no Japão e Kanin em Bali. Kwan Yin é a Deusa budista da compaixão, símbolo do amor incondicional e da misericórdia divina. Seu nome significa: "aquela que houve os lamentos do mundo". Mesmo sendo um Budhisattva, ou seja, um ser que atingiu a absoluta iluminação espiritual, podendo afastar-se do mundo terrestre e viver apenas no mundo divino, ela renunciou este direito e escolheu permanecer no mundo fenomenal trabalhando em favor dos seres vivos até que todos completem sua própria iluminação.
Kwan Yin é descrita de muitas formas e cada uma demonstra um aspecto sem igual de sua compaixão e clemência. Ela é freqüentemente retratada como uma mulher em brancas roupas flutuantes levando na mão esquerda um lótus branco, simbolo de sua pureza. Ela também pode ter ostensivos ornamentos que revelam a sua grandeza de Budhisattva, ou pode ser mostrada sem eles como um sinal de sua renuncia e humildade. É retratada frequentemente com uma criança nos braços ou com varias crianças ao redor, já que é considerada protetora dos pequeninos. Também há imagens dela segurando um ramo de salgueiro, com o qual ela borrifa o néctar divino da vida, ou um vaso precioso que simboliza o néctar de compaixão e sabedoria.
Outros símbolos associados a Kwan Yin são:

Uma tigela de arroz como uma metáfora para fertilidade e alimento.
Um livro ou rolo de papel de orações que representa o dharma(ensinamentos) do Budda e um rosário cujas contas representam todos os seres vivos. 
O dragão, um antigo símbolo de espiritualidade, sabedoria e poderes divinos são um motivo comum encontrado em combinação com a Deusa da clemência.

Kwan Yin seria a forma feminina de Avalokitesvara, o Budhisattva da compaixão, a apresentação de um Budhisattva como ambos, 'Deusa' e 'Deus' não é incoerente com a doutrina budista, para salvar os seres sensíveis, um Budhisattva assumira qualquer forma, seja masculina, feminina ou animal. Como Avalokitesvara ela é mostrada frequentemente tendo mil braços ou às vezes com um olho na palma de cada mão. Esse é um o símbolo para a sua onipresença: Ela vê ao mesmo tempo em todas as direções e tem a consciência de todos os problemas da humanidade. 

Popularmente ela é reverenciada como protetora das mulheres (especialmente das mães), das crianças, dos comerciantes, artesões e marinheiros. Amada como uma figura materna e como mediadora divina, seria a madona budista comparável a virgem maria.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Deusa Lakshmi

A Deusa Lakshmi significa “boa sorte” para os hindus. A palavra ‘”LAKHSMI” é derivada da palavra “Laksya” do sânscrito, significando o “alvo”, o “objeto”.

Como todas as Deusas no panteão Hindu, Lakshmi tem muitas historias sobre sua origem. Uma delas conta, que o Rei dos Reis, Indra, certo dia, perdeu seus poderes e envelheceu. Um sábio nomeou um Deva menor para ir até Brahma em busca de uma solução. Entretanto, esse ultimo o conduziu até Mahavishnu (avatar de Vishnu) para um melhor aconselhamento. Vishnu sorriu ao ouvir o problema dos Devas (Deuses menores) e deu-lhes uma solução. Disse que deveriam agitar o poderoso oceano de leite e beber amrita, o elixir que os faria recuperar a juventude e a força. Mas tal feito não era nada fácil. Como chocalhar o oceano? Usando a montanha mandara e a serpente Vasuki. Os Devas então foram providenciar tudo. Mas a montanha Mandara necessitava de uma base para puxá-la. Então Vishnu transformou-se em uma tartaruga poderosa e serviu de base para a montanha. Colocaram ainda a serpente Vasuki em torno da montanha para protegê-la. Os demônios acordados com tanta agitação, também quiseram compartilhar o elixir. Os Devas como sabiam que não poderiam realizar a tarefa sozinhos, aceitaram a ajuda dos Asuras (demônios). Agitaram tanto o oceano até que seus braços se feriram e receberam então, quatorze presentes para à humanidade. A Deusa Lakshmi foi a última a emergir. Sentada sobre um lótus, era extremamente bela e encantou a todos. Os elefantes do céu derramavam gotas de água para refrescá-la. De acordo com a mitologia hindu, a terra inteira é mantida por quatro elefantes chamados Dik-gaj, onde “dik” significa o sentido e “gaj”, o elefante.
Lakshmi trouxe consigo o elixir, que faria reviver a força dos Deuses, escolheu então para ser seu consorte, Vishnu. Vishnu carregou Lakshmi do oceano até o céu e toda vez que ele desse na terra como um avatar, é acompanhado por um avatar de Lakshmi.
 

Quando Vishnu atravessou suas reencarnações, Lakshmi reencarnava com ele. Quando Vishnu se tornou Rama, Lakshmi tornou-se Sita. Quando ele virou Krishna, ele passou a ser Radha, a menina-vaca. Tais encarnações são chamadas de avatares. Calque será o nome do décimo avatar, no qual Vishnu aparecerá no fim da época presente no mundo, para destruir todos os vícios e malvadezas e restituir a humanidade, a virtude e a pureza.


Casal penapatã (A história de Rama e Sita)



No reino Ayodhya (hoje norte da Índia) há milhares de anos atrás, vivia um rei chamado Dasaratha, o qual estava casado com três esposas (algo habitual entre os reis)chamadas Kaushalyi, Kaikeya e Sumitra. Nenhuma das três havia podido dar lhe filhos. Dasaratha aconselhado pelos sacerdotes brahmanas, organizou um grande sacrifício de fogo para conseguir um filho. Durante o sacrifício surgiu um ser místico que lhe entregou uma tigela com arroz (se tratava de um alimento santificado) para suas esposas comerem. A Kaushalya por ser a mais importante das rainhas, comeu a metade do arroz e dividiu o que restou com as outras duas. Com o passar do tempo Kaushaya deu a luz a um filho chamado Hama,  Kaikeyi teve Bharata de Sumitra nasceram os filhos chamados Lakshmana e Shatrughana.
Hama tinha uma metade da divindade de Vishnu e seus irmãos repartiram o resto. Os irmãos cresceram desconhecendo sua origem divina. Os hindus adoram Hama como uma encarnação do Deus Vishnu. Hama apaixonou-se por Sita, a filha do rei Janaka de Mithila, que é a reencarnação da fiel esposa de Vishnu, Lakshmi. Devido a um incidente na corte, Hama e Sita foram viver tranquilamente no bosque. Tudo ia bem até o demônio Ravana seqüestrar a Sita, que gritou a todas as arvores do bosque para dizerem a Hama que estava sendo levada contra sua vontade. Também tirou suas jóias e seu véu de ouro a cinco macacos e Hanumen, seu general. Então o sábio Agastya o aconselhou a adorar o sol, a fonte da vida. Assim o fez e também pediu emprestado uma carruagem e um cocheiro do Deus do céu, Indra. Logo Hama foi atrás de Ravana e de seu exercito de rakshashas demoníacos, que estava cheio de guerreiros ferozes com nomes como Morte-aos-homens.
Hama juntou um exercito composto de macacos e ursos e atacou o demônio. Após diversas batalhas, Ravana, o demônio de dez cabeças foi morto pelas flechas de Hama, e Sita foi finalmente libertada.

Hama junto de sua esposa Sita e seu irmão Lakshmana acompanhados de devotos, regressaram a Ayodhya, depois de haverem passado 14 anos em exílio. Quando os habitantes de Ayodhya escutaram a noticia da chegada do rei amado, se vestiram com as melhores roupas e as mulheres se maquiaram e vestiram-se usando suas preciosas jóias. Justo aquele dia era de lua nova, tudo estava muito escuro, assim para iluminar o caminho do Deus Hama, foram colocadas luminosas lamparinas de azeite por todo o trajeto, assim como no palácio e em todas as casas do reino. E então, todos desde o retorno deles souberam que Hama não vive sem sua Sita, por isso, os grandes mestres espirituais sabem, que nunca deve se adorar o Deus sozinho, mas sempre com sua consorte, ou seja, junto com sua energia feminina.
Lakshmi é considerada como modelo da esposa hindu, unida em completa harmonia com seu marido e sua família.
A palavra Diwalli significa literalmente “fileira de luzes”, e foi assim, portanto, que se originou essa festa ancestral que se celebra em toda a Índia e em todo mundo onde vive os hindus.


O casal Vishnu e Lakshmi rege o sentido erótico, além de governar o elemento água.
O tema principal do Ramayana é a eterna luta do bem contra o mal, da luz contra a escuridão e das conseqüências dos nossos atos passados.
Sempre que invocamos Lakshmi, devemos recordar que ela não é só a Deusa da fortuna material, mas sim também da espiritual que é a que realmente perdura e sobretudo, não devemos esquecer que Lakshmi é ainda, uma Deusa do Amor.
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